Guia · Custo de energia no Brasil
Quanto custa 1 kWh de energia no Brasil em 2026
A tarifa residencial básica fica entre R$ 0,50 e R$ 0,90 por kWh, e com impostos e taxas o custo final chega a R$ 0,70-1,10/kWh, variando por estado e distribuidora. Em agosto de 2026, a bandeira tarifária vigente é a amarela, que adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Faixas de custo por kWh
Tarifa de energia elétrica no Brasil (2026)
| Tarifa residencial básica | R$ 0,50 a R$ 0,90 por kWh |
|---|---|
| Com ICMS (18%-32%, varia por estado) e taxas | R$ 0,70 a R$ 1,10 por kWh |
| Bandeira verde | Sem custo adicional |
| Bandeira amarela (vigente em agosto/2026) | + R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos |
| Bandeira vermelha — patamar 1 | + R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos |
| Bandeira vermelha — patamar 2 | + R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos |
| Conta média residencial (200-350 kWh/mês) | R$ 200 a R$ 400 por mês |
Valores de bandeira tarifária confirmados pela ANEEL para agosto de 2026 (fonte: divulgação oficial da agência). Faixas de tarifa residencial e conta média: distribuidoras e reportagens de 2026 — não é tarifa fixa, varia por região e muda ao longo do ano.
Por que a tarifa varia tanto entre estados
Três fatores explicam a maior parte da diferença: a tarifa base que cada distribuidora cobra (aprovada pela ANEEL, varia conforme os custos operacionais e de investimento de cada concessionária regional), a alíquota de ICMS estadual sobre energia elétrica (que varia de estado pra estado, geralmente entre 18% e 32%), e outros encargos setoriais que incidem sobre a tarifa base. É por isso que a mesma quantidade de energia consumida pode custar bem diferente dependendo de onde você mora, mesmo com a bandeira tarifária igual em todo o país no mesmo mês.
O que é a bandeira tarifária e como ela funciona
Criada pela ANEEL em 2015, a bandeira tarifária sinaliza mensalmente se o custo de gerar energia naquele período está mais alto que o normal — geralmente ligado a menor geração hidrelétrica (reservatórios mais baixos) e maior necessidade de acionar usinas termelétricas, mais caras de operar. A bandeira é divulgada todo mês e vale só pro mês corrente, por isso não dá pra assumir o valor de meses anteriores como referência fixa.
Exemplo de cálculo: quanto custa recarregar uma power station
Recarregar uma estação de 768 Wh do zero consome mais do que os 768 Wh nominais da bateria — o carregador também tem perda de conversão. Usando como exemplo a EcoFlow River 2 Pro (768 Wh) e uma perda de recarga de cerca de 15%:
Custo de uma recarga completa (768 Wh)
| 1. Consumo real da rede (768 Wh × 1,15 de perda) | ≈ 0,88 kWh |
|---|---|
| 2. Ao preço mínimo da faixa (R$ 0,70/kWh) | R$ 0,62 |
| 3. Ao preço máximo da faixa (R$ 1,10/kWh) | R$ 0,97 |
| Resultado | Entre R$ 0,62 e R$ 0,97 por recarga completa |
É uma estimativa com premissa declarada (15% de perda de conversão do carregador), não medição própria com wattímetro. Bem mais barato que o custo de combustível de um gerador a gasolina rodando pelo mesmo tempo — veja o comparativo completo de custo entre as duas soluções.
Comparando com outros usos domésticos de kWh
Pra ter uma referência de tamanho, vale comparar o consumo de uma recarga de power station com outros usos comuns na conta de luz. Um chuveiro elétrico de potência alta, ligado por 15 minutos, consome mais energia (cerca de 1,25 kWh, considerando ≈5.000 W de potência) do que uma recarga completa de uma power station de 768 Wh (≈0,88 kWh) — ou seja, um único banho quente mais longo custa mais em energia do que recarregar a estação inteira do zero. É uma forma útil de calibrar expectativa: recarregar a power station raramente é o item que mais pesa na conta de luz do mês.
Vale a pena recarregar via energia solar em vez da tomada?
Em termos de custo direto de energia, recarregar via painel solar não tem custo de kWh algum — a energia vem do sol, não da rede. A "economia" de recarregar no sol em vez da tomada, porém, costuma ser pequena em valor absoluto (frações de real por recarga, como o cálculo acima mostra), então o principal motivo pra priorizar recarga solar costuma ser autonomia em local sem acesso à rede elétrica, não economia financeira relevante — veja quanto tempo leva pra carregar no sol.
Grupo A vs Grupo B: a tarifa muda pra quem tem geração solar em casa
A maioria dos consumidores residenciais está no chamado Grupo B (baixa tensão), sujeito às faixas de tarifa citadas neste guia. Se a casa tem sistema de energia solar fotovoltaica conectado à rede (net metering), a conta de luz muda de lógica — parte do consumo é compensada pela energia gerada e injetada na rede, e o valor final por kWh efetivamente pago pode ficar bem menor que a tarifa cheia. Isso é um tema separado do foco deste guia (que é a tarifa paga por quem consome direto da rede), mas vale mencionar porque muda a base de comparação pra quem já tem geração solar residencial instalada.
Por que vale acompanhar a bandeira tarifária mês a mês
Como o valor da bandeira muda mensalmente conforme a condição de geração do país, o mesmo consumo em kWh pode custar valores diferentes de um mês pro outro, mesmo sem mudar nada no seu uso. Acompanhar a bandeira vigente (divulgada pela ANEEL sempre no fim do mês anterior) ajuda a entender variações na conta de luz que não têm relação com aumento real de consumo — e também serve de contexto pra decisões de quando vale mais a pena depender de recarga solar em vez da tomada, em meses de bandeira mais cara.
Perguntas frequentes
- Quanto custa 1 kWh de energia no Brasil em 2026?
- A tarifa residencial básica varia de R$ 0,50 a R$ 0,90 por kWh dependendo da distribuidora e do estado. Somando ICMS (18% a 32%, varia por estado) e outras taxas, o custo final fica tipicamente entre R$ 0,70 e R$ 1,10 por kWh. A bandeira tarifária (verde, amarela ou vermelha) pode adicionar um custo extra em meses de menor geração.
- O que é bandeira tarifária?
- É um sistema da ANEEL, criado em 2015, que sinaliza mensalmente o custo real da geração de energia no país. Bandeira verde não tem custo extra; bandeira amarela adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos (valor vigente em agosto de 2026); bandeira vermelha adiciona mais, em dois patamares — R$ 4,46 e R$ 7,877 a cada 100 kWh, respectivamente.
- Recarregar uma power station na tomada é caro?
- Não muito: uma estação de 768 Wh recarregada do zero consome cerca de 0,88 kWh da rede (considerando cerca de 15% de perda de conversão) — ao preço médio de R$ 0,70-1,10/kWh, isso fica entre R$ 0,62 e R$ 0,97 por recarga completa. É bem mais barato que manter um gerador a gasolina rodando pelo mesmo tempo.
- Qual bandeira tarifária está vigente agora?
- A ANEEL divulga isso mensalmente, com validade só pro mês corrente — em agosto de 2026, a bandeira vigente é a amarela, pelo quarto mês seguido, segundo divulgação oficial. Consulte sempre o mês atual no site da ANEEL ou da sua distribuidora antes de fazer contas, porque o valor muda mês a mês.
- A bandeira tarifária afeta muito o custo de recarregar a power station?
- Pouco, em termos absolutos. Mesmo na bandeira vermelha patamar 2 (a mais cara, R$ 7,877 a cada 100 kWh), recarregar uma estação de 768 Wh (0,88 kWh) adiciona menos de R$ 0,07 ao custo da recarga — a diferença entre bandeiras importa muito mais na conta de luz mensal completa da casa do que numa recarga pontual de power station.